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30/09/2020
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Saúde: Operação Raio X investiga desvio de verbas

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Da Redação

Através da mega operação Raio X, que investiga desvio de verbas na área de saúde em vários municípios do Brasil, policiais civis cumpriram mandados na Prefeitura de Penápolis e na Santa Casa de Birigui

 

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual apreenderam na operação Raio X documentos, computadores, carros, dinheiro e até aviões nesta terça-feira (29). A mega operação teve início em investigações da Polícia Civil de Araçatuba (SP). No início da manhã de ontem, policiais estiveram na Prefeitura de Penápolis, onde apreenderam alguns materiais. Em nota oficial, a Prefeitura de Penápolis informou que o secretário de Saúde, Wilson Carlos Braz, teve o contrato suspenso temporariamente até que sejam concluídas as investigações. O atual secretário de Planejamento, Daniel Rodrigueiro, assumiu também a Secretaria de Saúde, sem acumular vencimentos. (leia a nota oficial da Prefeitura nesta página).

De acordo com um balanço parcial divulgado, foram apreendidos R$ 709 mil em dinheiro e 34 prisões foram cumpridas até as 12h desta terça-feira. Duas aeronaves foram apreendidas, uma em Congonhas (São Paulo) e outra em Jundiaí (SP).

A mega operação foi para cumprir 237 mandados de busca e apreensão e 64 de prisão temporária em cinco estados do país. Foram dois anos de investigação para identificar a quadrilha.

“Eram feitas as licitações, o que indica, fraudulentas. Vencida a licitação, era feita a celebração de contrato de gestão entre a OS e município, aí tínhamos prestadores de serviço. Da OS passava o dinheiro para os prestadores, que no próximo momento, fazia o dinheiro retornar para os cofres da OS. Com isso, havia a lavagem de dinheiro depois, com a compra de imóveis e outros bens”, afirma o delegado Fábio Pistori.

Na região noroeste paulista, a concentração do material apreendido é feita na delegacia de Araçatuba (SP), que coordena a ação. Foram apreendidos documentos, computadores e carros. Policiais cumpriram mandados na Santa Casa de Birigui e na Prefeitura de Penápolis, que disseram que estão colaborando nas investigações.

Mandados também foram cumpridos em outras partes do Estado de São Paulo e do país. Ainda no interior de SP, mandados ações ocorreram na região de Bauru. Quatro pessoas, entre elas um vereador, foram presos em Agudos (SP).

Na capital paulista, a Polícia Civil cumpre mandados de busca na secretaria estadual da Saúde de São Paulo e na Câmara Municipal.

A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que está colaborando com a polícia e o Ministério Público nas investigações.

A Secretaria também informou que fará um pente-fino em todos os contratos e convênios firmados com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) apontadas pelo MP e Polícia Civil e, se detectada qualquer irregularidade, "realizará o rompimento dos mesmos".

"A pasta repudia qualquer conduta que viole a legislação ou desrespeite a população usuária do SUS, reafirma seu compromisso com o uso correto dos recursos públicos e com o cumprimento das leis."

No legislativo, segundo os investigadores, o alvo é um funcionário do gabinete do vereador Eliseu Gabriel (PSB). O vereador não é investigado. Já na secretaria estadual de Saúde, os alvos são uma médica e uma advogada, funcionárias da pasta.

A operação conta também com apoio da Polícia Federal do Pará. O governador Helder Barbalho (MDB) é investigado, mas não há mandados contra ele. Os mandados de prisão e busca e apreensão também estão sendo cumpridos nos estados do Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.






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