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01/12/2019
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Congresso derruba veto de Bolsonaro; Escolas públicas terão psicólogos e assistentes sociais

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Da Redação

A reportagem entrevistou dois profissionais da Penápolis que destacaram a importância da nova lei que obriga escolas públicas a contar com psicólogos e assistentes sociais. Os sistemas de ensino, saúde e de assistência social terão um ano para se adequar ao atendimento após a publicação da lei

 

O Congresso derrubou nesta quarta-feira (27) o veto do presidente Jair Bolsonaro à lei que obriga escolas públicas a contar com profissionais de psicologia e de assistência social. Com a decisão, volta a valer o texto do ex-deputado José Carlos Elias (PTB) aprovado pelo plenário da Câmara em setembro. A nova norma será promulgada pela Presidência da República

O texto determina que o Poder Público assegure atendimento psicológico e de assistência social aos alunos da rede pública de educação básica. O serviço deve ser prestado por psicólogos vinculados ao SUS e por assistentes sociais vinculados aos serviços públicos de assistência social. Ainda prevê que os sistemas de ensino, saúde e de assistência social se adequem no período de um ano para ao atendimento, após a publicação da lei.

À época, o governo alegou que o veto ia ao encontro do posicionamento dos ministérios da Educação e da Saúde que eram contra a obrigatoriedade do atendimento por criar despesas sem indicar fonte de receita e impactos orçamentários.

 

PENÁPOLIS

 

O Jornal Regional repercutiu o assunto com dois profissionais que atuam no município de Penápolis nas áreas de psicologia e assistência social. Um dos entrevistados foi o psicólogo Ricardo Tomasini que há três anos realiza um trabalho voluntário em escolas públicas de Penápolis e da microrregião. Tomasini apresenta palestras aos alunos e professores sobre vários temas, como questões de relacionamento, bullying, depressão, suicídio, entre outros assuntos.

“Durante a minha experiência nas instituições de ensino, conversei muito com diretores, coordenadores e professores, por isso vejo sim a necessidade do psicólogo na escola, apesar da falta de recurso financeiro dos municípios e também do estado para oferecer este serviço”, falou.

Tomasini entende que a nova lei, que delega a obrigatoriedade de psicólogos e assistentes sociais nas escolas públicas, trará muitos benefícios para os alunos e professores. “A presença do psicólogo nas escolas vai ampliar a qualidade do aprendizado, assim como vai contribuir para melhoria do relacionamento entre alunos e professores”, comentou.

“Nestes três anos de experiência dentro das escolas, constatei a ocorrência de brigas, bullying, violência, dificuldade de relacionamento, sentimentos de inferioridade, entre outros problemas que infelizmente acabam prejudicando a qualidade de ensino”, disse Ricardo Tomasini. 

De acordo com a assistente social Natalia Gabriela Marques Bianchini, a atuação do Serviço Social na escola se mostra tão importante quanto a presença dos professores em salas de aula. Visto que o intuito desse projeto trata do desenvolvimento intelectual e social conjuntamente.

“O assistente social pode e vai colaborar junto com a coordenação das escolas juntamente com a educação, adotando uma prática de inclusão, desenvolvendo atividades de conscientização entre os alunos, mostrando para eles como trabalhar em grupo e a importância de respeitar as diferenças e as culturas, o assistente social deve atuar como uma ponte entre a escola, a família e a comunidade, fazendo entender a sua realidade, ouvindo o que o aluno tem a dizer e abrindo o diálogo entre suas expectativas e o planejamento escolar”, comentou.

Natalia disse que é preciso investir nesse profissional que trabalhando conjuntamente com professores, possam detectar as necessidades mais urgentes do aluno e assim buscar programas e trabalhos para minimizar esses impactos, com isso melhorando seu desempenho escolar e a socialização dentro do ambiente escolar.

“O assistente social proporciona um cenário pautado em projetos e programas sociais, buscando intervir frente a problemáticas sociais e a garantir os direitos que lhes são instituídos enquanto cidadãos”, finalizou.

 

 






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