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Meio Ambiente

11/03/2017
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SOMOS TODOS “BOBOS DA CORTE”

Eu havia prometido para mim mesmo, que nas próximas colunas, manteria o foco nas questões técnicas, sem me envolver em questões políticas ou outros assuntos que não fossem diretamente ligados a sustentabilidade ambiental. Mas lendo Leonardo Sakamoto, quinta feira na UOL Notícias, não me contive e lá vamos nós novamente, falar de política, corrupção, briga pelo poder, enfim, se tal assunto não estiver diretamente ligado a sustentabilidade, o que mais estará? Sakamoto repete as palavras de Marcelo Odebrecht quando responde ao ministro Herman Benjamim, relator do TSE, que investiga a chapa Dilma/Temer nas eleições 2014 que diz: ‘’Eu era o otário do governo. Era o bobo da corte do governo. ‘’  Mais uma vez, nós cidadãos e cidadãs, pagadores de impostos, fomos colocados no segundo plano, até nosso posto de “bobos da corte” nos tomaram, pois estamos assistindo de camarote, um jogo de cena, no qual o grupo que comanda o país se espalha por diferentes setores econômicos e regiões. Elege e derruba presidentes. Faz de magistrados heróis para depois os transformarem em vilões, sempre de acordo com suas conveniências. Manipula a edição de debates eleitorais e dados estatísticos, financiaram e se tudo correr como querem voltarão a financiar campanhas eleitorais, independentemente de quem vença, desde que eles sejam os reais ganhadores. Não tem um líder específico, não possui bandeira ou estatuto, não possuem religião, não contam com sede própria ou endereço para correspondência. Ninguém é convidado a fazer parte dele, mas os que dele fazem parte sabem bem onde estão e o que devem defender para a sobrevivência de seu grupo. O clã Odebrecht pode cair, entre outros. Mas esse grupo continuará reinando. Neste momento, por exemplo, ele empurra goela abaixo da sociedade uma Reforma da Previdência que fará com que os trabalhadores de regiões mais pobres, com menor expectativa de vida e que começaram a trabalhar mais cedo, morram antes de se aposentar. A histórica incompetência, leniência ou má fé do poder público tem comprometido a dignidade de trabalhadores, pois até trabalho escravo contemporâneo já foi encontrado no ‘’Minha Casa, Minha Vida’’, do governo federal, e em obras da CDHU, do governo paulista. Copa do Mundo, Olimpíadas, Programa de Aceleração do Crescimento. O governo brasileiro injetou bilhões no setor da construção civil. É claro que tudo isso significou mais geração de empregos em um setor que contrata milhões. Mas produzir em quantidade e rapidamente, por vezes, significou passar por cima da garantia de saúde e de segurança para tanto. O Palácio do Planalto reclamou do excesso de fiscalização, que travava obras e fazia com que o Brasil crescesse devagar, momento em que foi aplaudido por parte do empresariado. Daí a pergunta: quem era o monarca que aplaudia e quem era o bobo que fazia a graça? Por fim, usamos a expressão ‘’bobo da corte’’ pelo seu significado do palhaço que serve para entreter os poderosos. Muitos que se beneficiam  dessa relação incestuosa até sentem um “comichãozinho” de prazer quando ouvem o Príncipe da Odebrecht mentir que ele, um bilionário, fazia o papel do bobo, ou seja, de um reles funcionário da corte. Uma sensação falsa de poder. A Marcelo caberia a crítica e talvez a denúncia, mas preferiu o silêncio. Por quê? Porque o reino é deles. E, tal qual na Idade Média, o povão, nós sociedade, é que pagamos os impostos e fazemos o real papel de idiota na história.

Obrigado pela atenção e até a próxima semana!





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