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Meio Ambiente

09/01/2016
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QUE VENHA 2016! SUSTENTABILIDADE, ÉTICA E JUSTIÇA É QUE NÓS BRASILEIROS DESEJAMOS

Nem o maior conhecedor do comportamento do mercado de petróleo conseguiu prever que o preço médio pudesse fechar a US$ 36,60 o barril em 2015, todos os “videntes” achavam que os preços ficariam entre US$ 50 e US$ 70 o barril. Será que nem isso servirá de lição para que acreditemos que o petróleo não merece nem um centavo mais de investimento? Ou ainda nos interessa manter os contratos para exploração, fabricação de novos equipamentos como sondas, plataformas, dutos, navios-sondas etc. que agora sobram no mercado e estão mais baratos? Só existe uma explicação para isso, fonte de dinheiro sujo, mais nada!  Além da queda vertiginosa dos preços, existe a preocupação agora mundial, com a questão ambiental e com a redução da emissão de gases tóxicos. Será que nossos “analistas” não conseguiram nem prever a reação dos produtores frente a ação da Opep em 2014 de manter sua oferta? Não previram, por exemplo, que a própria Opep concorreria para derrubar ainda mais os preços, porque alguns dos seus membros aumentaram sua produção em mais de 1 milhão de barris diários para compensar com mais exportações físicas a queda de preços? Além disso, os produtores de óleo e gás de xisto demonstraram flexibilidade e resiliência não esperadas às novas condições. Podem, por exemplo, suspender temporariamente a produção e retomá-la a qualquer momento, condição que não acontece com a atividade convencional no mar. Um terceiro fator é que o Irã tem condições de despejar imediatamente 1,5 milhões de barris diários no mercado, volume que pode dobrar em apenas dois anos. Finalmente, os analistas não conseguiram medir os efeitos sobre a demanda provocados pela desaceleração da China e pelo baixo desempenho da economia européia? Do ponto de vista da Petrobrás, que pretende vender US$ 15,1 bilhões em ativos ao longo de 2016, esse quadro não ajuda, porque os preços dos ativos devem continuar achatados. As condições gerais do mercado mudaram e os projetos originais do governo Dilma não podem mais ser tocados. A enorme rede de fornecedores locais, que engloba desde estaleiros a produtores de equipamentos, está prostrada sob o impacto da paralisia e ameaça os bancos com inadimplência em cadeia. Os governadores dos Estados produtores, que já gastaram ganhos futuros com royalties não mais recuperáveis, agora enfrentam crises fiscais ainda mais graves. Afundado em perplexidades e politicamente fraco, o governo Dilma não sabe o que fazer. Com certeza este é o preço que uma gestão irresponsável, preocupada em se manter no poder a qualquer custo, a base do dinheiro do “petrolão” e outras fontes irregulares, paga por não valorizar a produção de uma fonte alternativa, limpa, geradora de riquezas e divisas, genuinamente brasileira que é nosso etanol! Espero que o ditado de “quem não aprende pelo amor, aprenderá pela dor” possa valer para nossos governantes, e que nós brasileiros tão surrados com tudo isso que estamos vivendo possamos ainda colher frutos dessa virada que está por vir, e sair desta situação que nos envergonha! Obrigado pela atenção e que 2016 seja melhor, mas muito melhor que 2015!





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