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08/03/2014
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O SUCESSO DO ETANOL BRASILEIRO: FATOR PREPONDERANTE NA BUSCA DA JUSTIÇA SOCIAL

Lendo o Artigo de autoria de Adriano Pires, publicado no jornal O Estado de São Paulo de 04 de março de 2014, intitulado como “Desmonte do Etanol”, resolvi transcrever e discutir alguns parágrafos do mesmo:

“...é bom lembrar que há seis anos o etanol era visto como a grande estrela da política energética brasileira. Era a época em que o presidente Lula anunciava que o País seria o maior produtor de combustíveis renováveis, uma Arábia Saudita Verde...” 

Realmente, seis anos passam muito rápido, mas palavras vindas de nosso governante máximo nos levaram a acreditar que era a pura verdade, principalmente para um combustível com todas as vantagens apresentadas pelo etanol.

“...no início da década de 2000, o crescimento da conscientização ambiental e o fato de o preço da gasolina ter acompanhado a tendência do mercado internacional a partir de 1998 ressuscitaram o álcool como combustível, desta vez batizado de etanol. A grande novidade desta nova fase foi a chegada ao mercado dos carros bicombustíveis (flex-fuel), que hoje representam 59% do total da frota brasileira.

Naquele momento, o próprio governo alardeava que o etanol seria o principal combustível brasileiro e a gasolina, o seu substituto. A euforia e as certezas em relação ao etanol eram de tal ordem que as novas cinco refinarias anunciadas pela Petrobrás só produziriam diesel e zero de gasolina. A crise econômica mundial de 2008 e o pré-sal mudaram a história e o etanol foi mais uma vez esquecido pelo governo....” 

Fica aqui a dúvida em relação ao pré-sal: o que será Deste programa daqui alguns anos? 

Qual a nossa garantia de que os milhões que saem de nossos bolsos, gastos neste programa, serão realmente retornados como benefícios para a sociedade brasileira de  forma benéfica e inclusiva? 

“...não bastasse essa política de preços irresponsável e inconseqüente, o governo feriu de morte o etanol quando desonerou totalmente a Petrobrás de pagar a Cide, em junho de 2012. A partir daí, o etanol perdeu totalmente a sua competitividade ante a gasolina. O resultado dessa perda pode ser visto na redução das vendas de etanol hidratado e no aumento do consumo de gasolina. As vendas de etanol hidratado caíram de 16 milhões de m³, em 2009, ano de consumo recorde do biocombustível, para 11 milhões de m³, em 2013, 34% menor. Considerando que todo o crescimento da frota flex-fuel, de 2003 a setembro de 2013, fosse abastecido só por etanol hidratado, teríamos um potencial de consumo em 2013 de 40 milhões de m³, aproximadamente quatro vezes o consumo atual....”

É clara a falta de interesse do atual governo em manter um programa sustentável, capaz de gerar um combustível limpo, renovável, gerador de divisas e acima de tudo brasileiro.

“...erramos ao matar o álcool, acertamos com a volta do etanol. Será que vamos voltar a cometer a bobagem de deixar o etanol - importantíssimo para a economia do País, que gera empregos e tecnologia, colabora para o desenvolvimento do agronegócio, gera divisas e poderia colocar o Brasil na vanguarda da produção de combustíveis renováveis - ficar pequeno, inexpressivo na nossa matriz energética? Será que o atual governo vai continuar a insistir em destruir os dois maiores ícones do setor de energia no Brasil: a Petrobrás e o etanol?...”

Qual a relação entre o discurso e a prática de nosso governo quando prega justiça social? Qual o crédito que devemos realmente dar ao mesmo sobre seu interesse no bem estar de nossa população? Vamos avaliar o que estamos passando de incertezas na educação, saúde, segurança e principalmente na manutenção de programas sustentáveis como o etanol brasileiro! Outubro está chegando e estamos sendo iludidos com a Copa do Mundo novamente, sendo usada como cortina de fumaça! É hora de acordarmos! Devemos continuar a nos manifestar de forma ordeira e pacífica, mas com firmeza de propósitos em prol de um país melhor e que esta sensação dure para muitas e muitas gerações!

Obrigado pela atenção e até a próxima semana!





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