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Eu Mesma

20/11/2018
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JUNTOS PODEMOS MAIS

Multiplicam-se as iniciativas de apoio ao deficiente e defesa de seus diretos. A luta de todos nós pelo aumento das condições de acessibilidade nas ruas, calçadas, prédios, pontos turísticos, áreas de lazer, meios de transporte e até no ambiente digital, entre outros, representa um grande exemplo de solidariedade. E assim renasce a esperança em relação à tão cultuada sociedade inclusiva.

Sendo assim, sociedade inclusiva não poderia deixar de ser uma “associação amistosa com outros”, aberta e acessível a todos, uma sociedade que acolhe e aprecia a diversidade humana e onde todos têm oportunidades iguais.

O princípio fundamental da sociedade inclusiva é o de que todas as pessoas com deficiência devem ter suas necessidades especiais atendidas. E é por esta sociedade que nós, pessoas com deficiência, lutamos exaustivamente.

No entanto, nossa realidade é bem diferente, pois ainda vivemos numa sociedade em que a maioria das pessoas é indiferente ao que é diferente, não aceita as diferenças e até mesmo suporta o outro no limite do aceitável. Contudo, alguns estudiosos chegam a dizer que todos são pessoas com deficiência, em algum aspecto das atividades físicas e mentais demandadas ao indivíduo ao longo de sua existência. Além do mais, pessoas sem deficiência podem se tornar pessoas com deficiência por tempo determinado e indeterminado.

Precisamos trabalhar muito no sentido de mudar essa visão egoísta e cruel da nossa sociedade no que se refere à deficiência. Pensamentos e atitudes preconceituosas e discriminatórias precisam dar lugar ao acolhimento, ao respeito e a aceitação da diversidade humana.

Todos têm um papel importante nessa luta, e o governo tem o dever de resguardar os direitos das pessoas com deficiência. Acredito que é necessária uma política efetiva de inclusão, a fim de viabilizar planos integrados de acessibilidade, trabalho, educação, saúde, urbanização, cultura e esporte. Além de vinculados, esses programas de governo deveriam ser incluídos em todos estados e municípios, a fim de resguardar definitivamente os direitos deste segmento.

Não é necessário ensinar o “padre nosso ao vigário”, pois nossos governantes sabem disso tudo. Precisamos sim, de pessoas comprometidas, que respeitem a todos e que tenham o objetivo real de construir uma sociedade livre, justa e solidária.

Gostaria de lembrar que a maioria de nossas conquistas se deve ao trabalho de sensibilização e conscientização que vem sendo realizado, arduamente, há décadas, e continuamente por movimentos, grupos e instituições que de fato se preocupam com a qualidade de vida das pessoas com deficiência.

 

34 anos, é tetraplégica, formada em direito e funcionária pública estadual.





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