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Eu Mesma

15/01/2019
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O AMOR CURA

Amor é o nível de responsabilidade, utilidade e prazer com que lidamos com as coisas e pessoas que conhecemos. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser.

Quando encontramos com o amor verdadeiro, geralmente, o reconhecemos pelo olhar que é a atitude mais pura e impossível de ser disfarçada ou manipulada, e é esse sentimento que faz transformações químicas no corpo, provoca a liberação de hormônios que dão energia, disposição, sensação de alegria e uma motivação para estar cada vez melhor.

Estudos mostram que amar deixa as pessoas mais motivadas, cheias de energia, com objetivos na vida, calmas, relaxadas e otimistas. Esse amor que mexe com as sinapses entre neurônios pode ajudar na reabilitação.

Reabilitação é um gesto de amor que embute uma relação entre todos os cuidadores e familiares no intuito de tornar possível a recuperação. A reabilitação não significa, por outro lado, um simples consolo para as pessoas. Reabilitação significa utilizarmos a nossa literatura científica para fazer e proporcionar a melhor qualidade de vida possível às pessoas que nos procuram.

Em resumo, o ato de reabilitar significa, principalmente, duas coisas: a primeira, lembrar da esperança e recuperar a alegria de viver que todos nós devemos ter. E a segunda, mais específica, com o auxilio da ciência restabelecer as funções motoras, sensitivas e sensoriais possíveis.

O filme francês Intocáveis, lançado em meados de 2012, retrata bem o amor do cuidador em melhorar a qualidade de vida de um tetraplégico e mostra que amar não é só passar a mão na cabeça, é ser duro quando necessário e apoiar quando preciso.

Independente do tipo de amor, o importante é “amar o próximo como a si mesmo”, fazer pelos outros o que gostaríamos que os outros fizessem por nós. Isso não é a promessa de cura, mas sim a certeza de uma melhor qualidade de vida que dará ânimo e disposição para uma reabilitação mais rápida.

 

Letícia Sader – tetraplégica, formada em direito e funcionária pública estadual





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